Corpo Banho
A prateleira do banho com pouco
A prateleira do banheiro brasileiro acumula do mesmo jeito que a pia: por comodidade, depois por amostra grátis, depois por não olhar. Organizar, no feed, vira fileira de frascos iguais e etiquetadora. Aqui o pedido é pouco. Um copo. Um prato. O resto no armário — ou fora.
O que fica à vista
Escova no copo de cerâmica ou vidro fosco. Uma por pessoa que mora ali — não o kit de cores.
Sabonete em barra no prato, se a casa usa barra. A água do banho já pediu temperatura, não kit.
Um frasco de uso diário, se shampoo ou sabonete líquido for o hábito. O segundo sabor “para dias especiais” é corredor.
Creme, sérum, o quarto esfoliante: gaveta ou armário. A prateleira não é vitrine de pele — a Lavi não medicaliza.
O que desce da prateleira
Amostra. Frasco vazio “para reciclar um dia”. Escova de cabelo permanente na borda. Perfume que compete com o vapor. O organizer acrílico de três andares — primo do da sala, mesmo erro.
A superfície molhada pede menos decisão, não mais produto. Óleo depois do banho, roupão, toalha com gramatura — o resto do corpo soft mora fora da prateleira.
Janeiro e o úmido
Começo de ano empurra “rotina de skincare em 10 steps”. Fora do escopo. Se a pele pede cuidado clínico, isso não é ensaio da Lavi. Aqui o critério é doméstico: limpar, secar, sair.
Prateleira molhada demais vira cheiro. Prefira o que seca: cerâmica, pedra, plástico fosco sem personagem. Metal que oxida no vapor pede troca constante — estímulo disfarçado de upgrade.
Compartilhar o box: um copo por pessoa ou um com duas escovas se a planta é mínima. Sem color-code de família. O critério é o da pia: superfície que pede pouco.
Se o copo atual serve, mantenha. Se o sabonete já tem prato, pare.